Roteirista estimula pensamento literário em jovens de Taubaté

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Na tarde desta quinta-feira, 30, os alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Monteiro Lobato, de Taubaté, tiveram uma programação especial no lugar da rotineira sala de aula. No auditório do colégio, o escritor e roteirista Alexandre Gennari apresentou um de seus trabalhos, “Os Sons do Divino e o Espírito Santo do Silêncio”, e despertou o interesse dos estudantes sobre cinema e literatura.

O conto, que deu origem ao roteiro e ao curta-metragem, já havia sido trabalhado com os alunos anteriormente, o que tornou muito mais íntima a relação entre autor, público e obra. Antes mesmo de Gennari se apresentar, alunos e professores presentes já murmuravam suas indagações a respeito da produção. Um dos jovens dizia precisar conversar com o escritor sobre o final da história, enquanto uma das docentes queria saber qual era o fator chave: a localização geográfica ou a personalidade de Maciel, pai de Pituinha – personagens do curta.

Gennari, que ficou feliz pelo bom recebimento de seu trabalho no colégio, enfatizou a importância que dá ao desenvolvimento de ações em escolas públicas. “Se a gente não andar conforme andou o mundo, a escola passa a ser desinteressante ao aluno”, argumentou. Para Ana Claudia, professora de Língua Portuguesa e Inglesa, organizar conversas que transcendam o ensino formal é essencial, sobretudo aos jovens para que leciona, já que eles passam nove horas e meia na instituição todos os dias.

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A atividade fez parte de um projeto voluntário de Andreia Alda, docente de Língua Portuguesa de diversos departamentos da Universidade de Taubaté, que já foi aluna e professora do Estadão (como é conhecida a instituição estadual). “Tenho um caso de amor com a escola”, declarou. Para Andreia, mais importante do que contemplar os grandes nomes do passado, é valorizar a existência de escritores que estão vivos e produzindo, de forma a apresentar a literatura aos jovens como algo atemporal. O caso de Alexandre Gennari é ainda mais específico, já que seu filme foi produzido em São Luís do Paraitinga e faz referências a Taubaté, enaltecendo, também, a cultura do Vale do Paraíba.

Por Larissa Rosa

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